este blog agora serve como arquivo para as postagens antigas, entre 2018-2020 (porque foi o que eu consegui manter e restaurar, uma vez que os lugares onde eu salvava os posts de 2015 a 2017 foram excluídos/desativados).
devido a várias coisas relacionadas a personalidade, as postagens antigas do blog foram arquivadas como se eu fosse começar do zero - porém não, pra não deixar todo mundo confuso como eu deixei das outras vezes. podem clicar em qualquer uma das tags abaixo para encontrar todas as coisas.
Essa postagem provavelmente não vai ta muito coerente porque eu escrevi ela há quase uma ou duas semanas e to editando hoje, no dia do meu aniversário. O meu dia não foi bom como eu achei que seria. No geral, meus aniversários sempre me deixam deprimida. Vou colocar o tanto de arte que der e o resto vai ter que ficar sem mesmo.
Orgulho-me pelo meu layout novo e pela minha proposta de tema ter ido parar no Together. Apesar de não ser muito boa em nenhuma área de arte, eu gosto muito de pintar, desenhar, cantar, tocar, costurar, customizar, escrever e quase todas as formas de arte (dança e teatro, eu estou olhando pra vocês). Tentarei mostrar a vocês o máximo possível dessas formas de arte com as quais costumo me envolver, indo até onde minha timidez me permite.
Escrita
Bem, todo mundo provavelmente já leu os meus poemas de quinta categoria (www) e eu escrevo aqui toda hora (é um blog, dã)! Mas estou me referindo à paixão que tenho por narrativas mesmo. Contos, oneshots, drabbles, histórias de no máximo 10 páginas (se tudo der certo, eu volto a postar histórias no Spirit) e narrativas mais curtas no geral são minhas paixões literárias, mas já tentei algumas vezes escrever um livro o que não deu certo e tento me arriscar em crônicas (embora raramente consiga). Embora faça um tempo considerável desde a última coisa que escrevi (um ano), deixarei aqui o resultado vergonhoso de uma tentativa de escrever um conto de terror pra aula de literatura.
No momento eu sei tocar ukulele e violão, mas pretendo praticar mais no violino e na escaleta, a fim de dominar os mesmos também. Cantar já não é meu forte, mas fiz algumas aulas de música nas quais o professor ensinou os alunos a "conduzir a música de forma agradável" do ponto de vista vocálico e bem, eu não sou 100% terrível nisso. Eu não vou postar cover novo porque hoje eu to muito triste pra isso, mas vou colocar o link do meu SoundCloud pra quando eu conseguir postar algo (por favor não ouçam aquele áudio de mim cantando Elvis eu desafinei muito).
Meus desenhos
Uma das minhas coisas preferidas é desenhar/pintar, mesmo que eu não tenha muita habilidade nisso. Gosto de quando meus desenhos têm uma pegada mais dark e por isso tento desenhá-los com olhos grandes, nariz triangular e uma boca estranha (meu namorado diz que parecem bonecas). Gosto de deixá-los em preto e branco (embora algumas vezes use uma única cor para destaque, como no caso do marca-texto laranja). Costumo assinar como Jon porque é uma assinatura neutra que eu escolhi quando tinha doze anos. Recentemente, eu ganhei um estojo de lápis aquarela e tenho tentado aprender a pintar com eles, mesmo que não seja exatamente fácil.
O primeiro desenho é original, o segundo é inspirado em um gatinho (que eu esqueci de onde veio) quando eu estava treinando cartoon de bichinhos, o terceiro é de um desafio "Draw this in Your style", o quarto é a Alice e o quinto é uma personagem de Frankenweenie.
Costumização e costura
ATENÇÃO: Essa é uma área em teste!
Eu definitivamente ainda não entendi muito bem como que faz pra customizar as coisas direito. Como minha mãe é artista, eu tenho muita influência dela e tenho essas ideias loucas de sair customizando as minhas coisas, mas dá super errado. A primeira vez que tentei customizar foi nesse tênis, que costumava ser vermelho:
expectativa de xadrez x realidade de xadrez KKKKKK pelo menos eu rio das minhas falhas
Eu to planejando arrumar ele passando quiboa, mas pra isso eu preciso ter um tanquinho e tinta pra tecido colorida (eu só tinha vermelho mesmo). Eu já até fiz o molde, mas não vou mostrar aqui porque quero fazer um post melhor só sobre as infelizes fazes desse tênis skdjksdjsk XD Eu também to querendo comprar borrachinhas coloridas pra colocar no meu fone de ouvido (because why not?) e deixar ele com uma carinha mais pessoal.
Também teve esse chaveiro que eu realmente precisei de ajuda da minha mãe pra fazer (tudo que eu fiz foi, basicamente, recortar os triângulos, desenhar ele e dar uma parte do ponto caseado) e ainda me furei toda. É um presente de aniversário pro meu melhor amigo que eu fiz em 2018 e achei muito legal de fazer. Ainda planejo desenhar na minha calça com caneta permanente (e quem sabe dar uma pintadinha na minha jaqueta?), mas não estou segura de mim mesma o suficiente pra isso.
Fotografia
Principalmente em 2018 eu fotografava muito, editava bastante e isso era muito legal pra mim principalmente depois que a professora de artes me encorajou dizendo que eu levava jeito pra coisa. Em 2020 eu espero voltar aos meus antigos hábitos, porque fotografar é maravilhoso e perceber que gostou daquilo que fez é uma das melhores coisas do mundo. Não tenho muitas fotos antigas salvas, mas podem me seguir no Instagram.
infelizmente, essas foram as únicas que eu consegui achar
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Eu ia falar do meu diário artístico mas eu to um pouco tristinha pra isso, e até mostraria as minhas pinturas do pequeno príncipe, mas eu tenho vergonha então acho melhor parar por aqui kalskaajdaskd Mas enfim, espero poder ver a arte de vocês também circulando por aí e que vocês tenham gostado da minha arte (ou tentativa de arte), ou pelo menos da minha ideia!! Até mais o/
não tem nada de errado em se sentir mal com as coisas, não importa como os outros reajam
A proposta do Together desse mês é que a gente apresente o nosso celular, com imagens, explicações e etc. e eu confesso que não faço muita ideia de como fazer isso. Eu uso bastante meu celular pra jogar e ouvir música (principalmente na escola, quando eu não tenho muito o que fazer), mas fora isso eu quase não o uso pra nada. De qualquer forma, bem vindos a um tour pelo meu celular!
Essa é minha tela de bloqueio, que eu achei interessante tirar dois prints — um no qual fosse possível ver o meu papel de parede e um no qual fosse possível ver a música que estava ouvindo no momento. Gosto de usar o desbloqueio de modo padrão porque o teclado do meu celular quase não funciona (e um fato curioso engraçado é que eu tenho o mesmo desbloqueio de tela desde que ganhei meu primeiro celular android, em 2014).
Quando eu desbloqueio meu celular, é isso que aparece! A maioria dos aplicativos instalados que eu de fato uso estão como atalho aqui na tela inicial, mas eu tenho preguiça de criar os outros atalhos (e de organizar eles também) e por isso não tem todos. Eu gosto bastante do fato de que os dois papeis de parede combinam entre si e acho os verbetes bonitinhos. (O gadget de clima mostra que hoje está chovendo e eu queria acrescentar que adoro chuva)
Aqui estão todos os meus aplicativos c:
2048 - É um jogo muito legal no qual temos que ficar formando potências de dois até chegar em (obviamente) 2048.
Classic Blocks - É uma versão bem "retrô" de Tetris! Eu sou muito apaixonada por Tetris e Space Invaders (jogos que me tiraram o tédio em várias aulas livres de programação), então eles simplesmente não podiam faltar no meu celular.
Classic Space Invaders - O nome é autoexplicativo sdjsjdsj
DaTuner Lite - É o afinador que eu uso pra afinar meu violão e meu ukulele. Eu usava o da cifra antes, mas ele é muito ruim pro ukulele vsjdjsdj' aí eu decidi usar esse que afina bem quase qualquer instrumento, eu acho.
Dumb Ways (to Die) - Acho esse jogo muito engraçadinho sjvksjdks é basicamente evitar que os personagens morram por coisas idiotas (como tropeçar no próprio vômito ou ser comido por um urso após cutucar a barriga dele).
Geometry Dash Lite - Esse jogo é muito legal aaa eu não sei como explicar, mas tu é um quadradinho e tem que desviar das coisas na tela clicando nela (?)
Instagram - A única rede social que eu "gosto" além do Tumblr. Na verdade eu penso em desativá-la várias vezes por dia, mas não faço porque gosto de fotos.
MEGA - Uso pra fazer download de músicas (porque o Indie & Folk hospeda tudo lá).
Memes Pack Stickers - Eu gosto das stickers do sapo pepe que tem nesse app!
Netflix - Acho que todo mundo conhece esse? De qualquer forma, é um app de stream.
PicsArt - Uso principalmente pra cortar as fotos que eu tiro quando elas ficam feias ou pra colocar figurinhas.
RAR - Meio que faz parceria com o MEGA, porque depois de eu baixar os álbuns lá, eu descompacto aqui skjdsk'
Tumblr - É a minha rede social favorita e a única que eu nunca pensei em excluir. As coisas que tem por lá me inspiram e alegram muito, principalmente no ramo artístico.
Whatsapp - Uso só pra comunicação com minha família, meus poucos amigos e com o pessoal da escola em caso de emergência ou necessidade.
Fora esses, eu uso os padrões do celular e tem alguns ali que eu nem uso mas que são obrigatórios, como por exemplo o rádio.
Recentemente eu encontrei esse papel de parede da primeira imagem e eu achei ele muito bonitinho, além de ser uma combinação de três coisas que eu gosto (verde, cores escuras e pinheiros/plantinhas). O segundo print foi tirado pra mostrar a forma como eu utilizo as configurações básicas: gosto de brilho baixo, celular no silencioso e acho que sou uma das poucas pessoas que conheço que usa a rotação de tela (não sei por que ninguém que eu conheço usa, honestamente). Além disso, meu celular também é em inglês e se chama Charlie (antes era Astolfo, mas recentemente troquei pra Charlie porque é mais fofinho)! Ele é um Samsung J2 que eu ganhei de natal em 2015 e já quebrei duas (2) vezes, uma foi o display e a outra foi a tela eu sou meio descuidada, mas estou melhorando. Às vezes eu me sinto meio jurássica porque na época que minha avó comprou esse telefone ele já tinha saído de linha (era o último da loja) e apesar de todo mundo que eu conheço ter modelos mais novos, pra mim ele continua sendo ótimo, simples, prático e se adapta a tudo que eu preciso ou quero fazer (jogar / ouvir música / me comunicar / tirar fotos / de quebra estudar um pouquinho). Não sou muito hitech mesmo vhsjbsdj
E por último e mais importante: minhas músicas, o que eu passo literalmente todo o tempo de todos os dias da minha vida ouvindo incessantemente no replay infinito etc. e tal! Essas são as músicas que deu tempo e vontade de baixar desde que eu voltei da praia, mas tem bastante coisa faltando (Green Day, A.M, Dingo Bells, FUR e etc.). Eu me sinto um pouco mal por baixar ao invés de usar o Spotify e apoiar os artistas, mas é muito ruim ter que pagar pra ouvir música sdjsksndj'
E terminamos por aqui! É um pouco estranho e até meio expositório fazer esse tipo de postagem na minha opinião (não costumo compartilhar esse tipo de coisa com os outros) mas acabou sendo bem divertido. Até a próxima c:
Eu realmente queria que o Brasil cultivasse a tradição do Halloween. É simplesmente tão bonita e empolgante! Mas, como nem tudo é perfeito, contento-me com minhas maratonas de filmes mais obscuros e brevemente pretendo iniciar a leitura de livros do mesmo feitio — e aos interessados, tentarei fazer uma postagem de saldo neste mês, com todos os meus assistidos, lidos e afins.
De todas as formas, sei que não sou a única que adere à tendência bruxesca de outubro (e fico deveras contente em saber disso), e muitos blogs têm feito postagens temáticas e mais obscuras; entre estes até mesmo o projeto Together, que visa a interação através de postagens mensais com um tema coletivo (as ditas blogagens) e lançou dois temas mensais maravilhosos: medos de infância e histórias reais de terror. Infelizmente, nada de muito obscuro aconteceu comigo nessa minha pacata vidinha — e olha que eu realmente queria que algo me deixasse com os cabelos em pé — e bem, pra falar a verdade eu nunca tive medo de infância algum que fosse 'impactante'. Mas entre essas duas blogagens, eu realmente queria fazer alguma e decidi falar justamente sobre meus medos não tão legais de infância, além de meus interesses igualmente estranhos.
Nem todas as crianças têm medo de fantasmas, bicho papão, histórias de espíritos ou do escuro...
E eu era uma das crianças que nunca teve medo dessas coisas. Vou aprofundar-me um pouco em minha infância: Deve estar estampado que eu sempre fui uma pessoa excêntrica e imaginativa, certo? Pois bem, lá estava a Joana feto, com seus quatro ou cinco anos, enquanto minha irmã mais velha tinha uns cinco anos a mais (eu nunca sei se ela é cinco, seis ou quatro anos mais velha que eu, às vezes confundo a diferença de idade dela com a minha pra minha irmã mais nova) e bem, eu protegia ela das histórias que nossa família nos contava. Minha irmã sempre foi mais sensível e, vulgarmente falando, "medrosa" do que eu. Ela tinha medo de espíritos, do escuro, de aranhas, baratas, cobras, palhaços — basicamente, medo de tudo a que se tinha direito. Eu, por outro lado, sempre fui tranquila até demais com essas coisas. Nunca tive problemas com insetos, sempre fui grande apreciadora do escuro e ficar sozinha nunca me assustou. As histórias de meus pais sobre palhaços e todas essas coisas estranhas que deviam assustar crianças não causavam nenhum impacto negativo na minha pessoinha. Enquanto minhas coleguinhas da escola gritavam de medo ao ver uma aranha ou uma barata, eu me aproximava pra poder vê-la mais de perto.
Algumas crianças sonham mais do que temem
Eu sempre quis que alguma coisa estranha me acontecesse. As possibilidades mágicas e sobrenaturais, em suas diversas e abrangentes formas, sempre me fascinaram. Fossem fadas, monstros, fantasmas, demônios, anjos, sereias ou elfos, sempre fui aquela que esperava pacientemente pelo dia que alguma coisa surpreendente bateria em minha porta. Justamente por isso eu nunca tive medo: A vontade de viver aquilo era maior. Recordo-me de falar com as paredes esperando por uma resposta, de acreditar firmemente nas mentiras que contava aos meus pais sobre ver e falar com fantasmas, torcendo para que minha persistência trouxesse meus anseios à vida. Lembro até hoje do dia em que minha irmã facilmente me enganou prometendo-me que iria pra Nárnia se entrasse no guarda-roupas dela (acabei por passar a tarde lá, de olhos fechados, esperando por algum sinal. ela comeu minha sobremesa enquanto eu esperava). Eu inventava histórias, sonhava muito com coisas assustadoras e tinha mais convicção nos meus sonhos do que naquilo que os adultos tentavam me fazer acreditar. Claro, a mente humana é capaz de pregar-nos peças e portanto não posso dizer com total convicção que sempre fui fiel aos meus devaneios. Mas pelo menos, é assim que me lembro. Mas sei que essa alma sonhadora foi o que me fez aprender a escrever e ir pra escola muito cedo: o anseio pelo novo sempre esteve presente em minha alma. Com o tempo, foi necessário escrever sobre isso — desde pequena eu escrevia sobre os mais abrangentes assuntos.
Mas ao sonhar demais, acabamos nos distanciando da realidade
Em contrapartida, eu admito que tinha um pouco de medo das pessoas. Nunca fui uma das crianças populares que conseguiam um amplo leque de amiguinhos, que compareciam aos eventos escolares e que, de fato, estavam interessadas no mundo real por si só. Minha realidade estava em brincar de fada, de exploradora, de princesa, de Peter Pan e em tentar da melhor maneira possível tornar realidade as histórias que criava. Minha irmã sempre me diz que desde pequena eu era uma criança muito fechada para os outros; eu admito que tinha um medo gritante das pessoas adultas com sua mania de rir daquilo que não era "real" e das coisas que pareciam reais ou quadradas demais pra mim. Sempre gostei muito da escola porque podia aprender coisas novas como matemática, ciências, linguagens e artes, mas não gostava de ter que fazer a tarefa de casa ou os trabalhos em grupo (e admito que ainda não gosto). Era apaixonada pelas possibilidades desde bem criança, e isso me deixou com o título de CDF estranha e deslocada: aos quatro anos, passei a apanhar na escola. As contas logo foram acertadas — pela minha irmã, porque eu nunca consegui reagir nesse tipo de situação —, mas a violência verbal perdurou por muito tempo. Sempre criticavam minha personalidade "viajada demais", meus sonhos e quem eu era. Acredito que tudo tenha me feito uma criança fechada que não gostava de nenhum adulto e que gostava de pouquíssimas crianças, já que todas elas criticavam de alguma forma o que eu sempre gostei de fazer.
E não somente por apanhar na escola ou por ser machucada psicologicamente e por muitas vezes (principalmente a partir do sexto ano, no caso da violência psicológica) chorar no meu canto por não me sentir encaixada em lugar nenhum que eu tinha medo. Eu sempre tive medo das pessoas porque sabia que elas podiam me causar danos reais: estupradores, assassinos, sequestradores, torturadores, ladrões, preconceituosos e pessoas simplesmente maldosas e cruéis eram muito mais impactantes do que demônios, fantasmas ou bruxas voando de vassoura. Voar de vassoura parece incrível, ao contrário de ter pessoas rindo sobre aquilo que tu mais ama fazer na vida, que naquela época era simplesmente imaginar. Tinha (e tenho) um medo constante de ser humilhada ou reduzida de alguma forma. Apesar de minha irmã mais velha sempre ter sido incrível pra mim e ter alimentado fortemente meus sonhos, sendo a mais incrível parceira de aventuras que eu poderia ter, as pessoas continuavam sendo cruéis fora de casa. E mesmo que talvez a intenção delas nem fosse essa ou que elas não medissem o suficiente o tamanho do estrago que podiam fazer ao dizer todas aquelas coisas, elas continuavam fazendo um enorme estrago.
Talvez por ter desde pequena me sentido tão rejeitada pelas pessoas é que eu tenha tanta dificuldade em me abrir e expor minhas ideias atualmente. Não é como se eu não quisesse conversar sobre o que penso, o que sinto e o que imagino — porque a alma de um sonhador nunca morre —, é apenas que já não me sinto confortável pra isso. Não me sinto confortável em situação social nenhuma, na verdade raramente me sinto confortável, mesmo quando se trata da minha família. Gosto de imaginar as coisas sozinha, de expressar-me para mim mesma através do meio artístico e de extravasar meus sentimentos pra mim mesma, através de longas sessões de choro, sono ou de isolamento em prol de minha saúde mental. Sinto medo de conversar com as pessoas na rua, de dar a resposta errada ou de parecer idiota. Não quero que ninguém sinta-se desconfortável com minha presença e sempre que alguém ri comigo por perto me sinto reduzida. Acredito que todos esses impactos estranhos na minha personalidade sejam causados pelos meus medos de infância, que cresceram comigo e foram fortalecidos a partir de influências externas, tornando-se não os monstros com que sempre sonhei conviver e que as outras crianças abominavam, mas sim monstros figurativos e torturantes que provavelmente me assombrarão pelo resto da vida. Ainda assim, orgulho-me imensamente da minha alma sonhadora e da criança que fui, porque sei que aproveitei minha infância, mantive a mente aberta e apreciei cada momento. Reconheço a preciosidade de não ter sido uma criança com medos superficiais e mesmo que isso tenha me tornado em alguém com tão pouca habilidade social, também sei que moldou o espírito de artista que hoje carrego comigo.
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Uau! No geral, essa postagem ficou bem mais profunda e pessoal do que jamais imaginei que ela ficaria. Eu não pretendia fazer algo tão melancólico, apenas queria comprovar que desde criança eu sempre fui meio esquisita e bem, eu nunca tive medo de barata! XD Espero que não tenha ficado pesado demais comparado às demais postagens com esse tema e bem, vocês estão livres pra falar a respeito de qualquer medo de infância que tenham. Ou vocês também não tinham esses medos usuais de criança e as críticas das pessoas os assustavam mais do que palhaços e fantasmas? Estou ansiosa pra saber. Fiquem com um pouco de Tchaikovsky, pra cortar as energias negativas da postagem ♡
Apesar de a postagem não estar online para contar a história, recordo-me direitinho de quando fiz a primeira versão dessa brincadeira (e foi completamente desorganizada, assim como esta). Dessa vez, tentei colocar os números para que em geral fique mais organizado e também tentei desenhar um pouco mais — o que, pelo meu vovô Rick deformado, podemos ver que não deu tão certo assim. Well, vamos fingir que em alguma realidade alternativa que o Rick original e seu neto Morty visitaram, existe um Rick igualzinho ao que eu desenhei. Foi tudo planejado!
depois a dona anta se tocou que tinha que pintar os últimos dois quadradinhos do logo do IF
Essas são as perguntas/questões propostas para que escrevamos à mão, por ordem numerada:
De que lugar e momento você responde? [molde: Cidade, 00 de mês de 0000]
Como está se sentindo hoje?
Fale algo muito aleatório sobre você.
Qual foi a última coisa que você comeu?
O que está ouvindo no momento?
Está lendo ou assistindo algo? Se sim, o quê?
Onde você queria estar agora?
Indique uma música aos seus leitores.
Qual a sua estação do ano predileta?
Uma frase com a qual você tem se identificado no momento.
Algo que você precisa fazer, mas está com preguiça.
Pra quem você deixaria um bilhete hoje, e o quê escreveria nele?
Indique um lugar para seus leitores visitarem!
Um desejo do momento.
Faça um desenho que te defina atualmente!
Eu amei essa edição dos escritos à mão ainda mais do que a primeira (se é que é possível). Espero que tenha dado pra entender e que tenha ficado minimamente legalzinho ♡ Mal posso esperar para ver o resto do pessoal fazendo!
a respeito do novo layout: eu ando com tanta preguiça e falta de criatividade pra fuçar em códigos que acabei botando um padrão do blogger de novo. agora eu sou um dinossauro, lidem com isso. [edit 09/09] estava aqui fuçando no together e me toquei que esse post tem praticamente o mesmo título do post de tag à mão que eu fiz na primeira edição da brincadeira. ~criatividade? pra quê?~[/edit] [edit 10/09] eu acidentalmente desconfigurei todo o layout de dinossaurinhos e tive que fazer um mesmo. está bem simples, porém eu eu estava com preguiça de fazer algo melhor #paz[/edit]
A madrugada certamente é o momento mais adequado para devaneios. Aprecio bastante a sensação de mergulhar na banheira, sentir os músculos relaxarem e minha mente inebriar-se de forma lenta, como um adormecer em que se permanece consciente. E como um sonho, as lembranças de mais cedo retornam, como se as tivesse vivendo uma segunda vez.
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Oito horas da manhã e sinto o frio do inverno a maltratar meus pulmões enquanto caminho pelas ruas da cidade, em direção à cafeteria na qual costumo tomar chá antes do trabalho. A cafeteria em que minha amiga Hannah agora trabalha. Hoje a verei outra vez, estou determinada a fazer com que este dia não seja como os outros. Não a deixarei ir novamente.
Adentro o estabelecimento, deixando meu casaco de lã batida no cabideiro próximo à porta e, junto dele, minha blusa de manga comprida. A ambientação do lugar é realmente potente, de forma que mesmo nevando do lado de fora, podemos ficar tranquilamente de camiseta do lado de dentro. Direciono-me à mesa mais distante, próxima à janela, e aproveito para permitir que meus olhos corram pelo local em busca de minha garçonete favorita. Os olhos de Hannah encontram os meus, ela sorri de forma travessa. Meu deus.
A garota caminha até mim, abre o bloco de notas e me pergunta o que eu quero. Me questiona da forma mais neutra possível, como se não soubesse perfeitamente a resposta.
— Por favor, traz um chá de maçã. Às nove horas, tenho compromisso. — ela anota e responde a última parte piscando o olho direito, sorri e se recolhe para trás da bancada. Hannah sabe que estarei esperando às nove horas, e também sabe onde estarei esperando. Estamos combinadas. Ela sabe que estou ansiosa. Hannah consegue ler minuciosamente minha existência, e é impossível não fascinar-me por isso. Outra garçonete traz-me o chá alguns minutos depois, e sinto a bebida doce aquecer-me e encher-me de expectativas. Ainda são oito e meia. Procuro prolongar a ação o máximo possível, até que o horário definido se aproxime. Oito e quarenta e cinco, ótimo. Pago a conta e vou embora, percebendo que a menina também já não está mais ali. Talvez ela chegue mais cedo.
Caminho às pressas até o ponto de ônibus, entrando no beco próximo a este. Atrás dos caixotes velhos que são cheios com a entrega de alimento para a cafeteria toda terça-feira, lá está a menina que amo. Sua pele agora está mais pálida devido ao frio, seus cabelos bagunçados e sua atenção voltada a mim. Somente nós duas, ali, naquele momento. O mundo para com um selar gentil de lábios, que transmite exatamente o que ela planeja me dizer. Bem vinda de volta. Hannah, meu amor, eu jamais fui embora.
Então né, minha desorganização já não é novidade, mas eu pensei que dessa vez não ficaria tão gritante que eu não sei me organizar. Tentei fazer na ordem, eu juro que tentei, mas não dá, quando vi já tava escrevendo umas coisas por cima das outras. Ficou bem mais ou menos, afinal nunca vi necessidade de canetas coloridas ou lápis de cor (e por isso só tenho umas cinco cores de caneta que foi minha mãe que comprou mesmo), mas acho que lembra um pouco pôsteres? Sei lá, fiquei até bem orgulhosa do resultado. se virem pra achar as respostas, eu nunca disse que era boazinha.
1 - Escreva teu nome (ou teu nickname, fica a teu critério) 2 - Quantos anos tu tem tua data de nascimento (dd/mm/aaaa) 3 - Escreva o nome e a URL do teu blog 4 - Tua cor favorita! 5 - Escreva: É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã! 6 - Fale 3 coisas que tu gosta de comer. 7 - Escreva três palavras que comecem os as letras que tu mais gosta 8 - Qual a tua música favorita (ou a que está ouvindo nesse momento)? 9 - Escreva a fórmula de bhaskara. Sim, é isso mesmo. Go google it! 10 - Escreva uma mensagem para os leitores do teu blog!
Eu passei uns dias na praia e sinceramente, foi uma das melhores coisas que podia ter feito. Não sou muito fã de praia, mas fazer uma coisa diferente na minha opinião é a forma mais eficiente de espairecer e relaxar, deixar a tensão da cidade pra trás. Voltamos pra casa antes do carnaval porque o carnaval é um saco, e dei uma mudada no blog porque acho que fica melhor de ler assim. Honestamente, eu tinha esquecido que fevereiro é o mês dos namorados no exterior, até porque eu nem ligo pra romance e coisa do tipo. Sei que no japão eles oferecem chocolate pra quem gostam, então se alguém quiser me dar um chocolate, só vem brincadeira, obviamente. Mas o motivo pra citar o dia dos namorados tão aleatoriamente é que o tema do Together, um projeto que propõe temas pra postagem, é uma playlist de dia dos namorados. Eu amo playlists temáticas porque me dão a impressão de que estou escrevendo um filme ou sei lá.
1. Primeiramente, qual é o nome do filme? Eu escolhi uma música que não deixa na cara que o filme é romântico, o que indica que pode ser bem mais que isso. Até que gostei da música, We Are Young é uma música gostosinha e bem neutra até, e como não tenho muita música romântica, pode ser essa mesmo.
2. Créditos iniciais do filme: Eu quero botar Secrets de One Republic porque além de ser minha banda preferida, essa música é muito gostosinha e até que bem romântica, fora que é a cara de um fundo pra créditos iniciais (imagino o protagonista caminhando pelas ruas da cidade em um dia de neve, daí foca no outro protagonista esfregando as mãos dentro de casa em frente a uma lareira... é, muito a cara disso).
3. O casal principal se encontra pela primeira vez: Okay, realmente não tem nada romântico a esse nível na minha playlist, então eu tive que catar com o Pedro um pop aleatório aqui, ele indicou Enchanted e acho que nunca ouvi, mas é muito fofinha então vou deixar aqui essa mesmo.
4. Começa a rivalidade entre o casal: Eu não tenho nada sobre brigas de casal (?), mas eu imagino que seja aquele tipo de rivalidade básica que eu particularmente não gosto, então vou colocar aqui uma música aleatória sobre discussão. Vamos supor que é aquele tipo de romance chato e clichê entre a pessoa metida a estudiosa que não gosta de pessoas como a outra pessoa que são mais animadas e aí essa pessoa animada fica insistindo nela e às vezes ela é legal mas outras vezes ela é um saco... Aquele tipo de problema chato que eu não gosto. Mardy Bum meio que se encaixa perfeitamente nesse tipo de coisa, então pode ser essa mesmo.
5. Protagonista conversa com um amigo ou amiga e fica pensativx: Love At First Sight é tão bonitinha pra momentos como esse, eu pensei em colocar ela na próxima parte da narrativa mas essa realmente parece mais com um devaneio do que com uma afirmativa, e The Brobecks tem um espacinho especial no meu coração então vou deixar aqui mesmo ♡
6. Protagonista percebe estar apaixonadx: I Won't Say I'm In Love, esse momento disney é meu. Supondo que x protagonista da história é a pessoa de Mardy Bum, elx certamente é a criatura que se faz de difícil, então a Meg do Hércules insistindo que não está apaixonada meio que se encaixa direitinho na minha cabeça slkdjsdfjsl'
7. O primeiro encontro oficial do casal:
Essa música é ideal pra um encontro, imaginei os dois se encontrando e fazendo um monte de coisas divertidas em um encontro que duraria dois dias, daí tudo termina com aquele clima meio estranho de quem não sabe mais como reagir, porque a coisa é 100% recíproca mas seres humanos sempre estragam tudo.
8. E então a primeira briga:
Eu imaginei que depois daquele encontro maravilhoso uma das pessoas fica meio confusa com tudo que aconteceu e acaba ignorando a outra, então essa pessoa meio que começa a desconfiar e elxs acabam nem se falando mais. Não é uma briga, é mais um afastamento de ambas as partes e um clima estranho demais para que qualquer dos lados se aproxime. Say My Name/Cry Me a River é uma boa música pra esse tipo de intriga.
9. O momento bad vibes dx protagonista:
Cosmic love é aquele tipo de música tristinha, mas eu imagino que ela seja por parte da outra pessoa (não dx nossx Mardy Bum, da pessoa mais animada) que por ser ignorada acabou se sentindo péssima e teve seu coração partido, esse tipo de coisa. Eu fiquei em dúvida entre essa e Skinny Love do Bon Iver, porque ambas são tristinhas e nada melhor que um folk tristinho em um momento sad vibes.
10. Mocinhx percebe que não pode perder x protagonista: No caso é o contrário, Mardy Bum depois de muito refletir seus sentimentos que lhe confundem tanto acaba por perceber que está apaixonada e simplesmente não pode perder a pessoa, então a música que elegi foi Scary Love, porque na verdade a pessoa apenas estava confusa por nunca ter recebido tanto afeto e nunca ter precisado tanto de alguém (o que se você misturar a uns problemas de insegurança e problemas de família, acaba dando uma trama bem legal).
11. E vai atrás delx! Caramba, Cigarrette Daydreams é a única música que eu consigo imaginar em uma cena como essa. IMAGINA COMIGO: Mardy Bum corre pela chuva ao som de Cigarrette Daydreams em busca dx parceirx animadx que sumiu há um mês ou dois e encontra essa pessoa no mesmo lugar em que tiveram seu primeiro encontro, para na janela do lugar ensopadx e os dois trocam olhares. A partir dali, tudo está resolvido e ambos vão embora na chuva, de mãos dadas. 666/10 simplesmente. ps.: lembram do nome do filme? essa cena também condiz muito com o clipe e com a letra daquela música
12. As duas pessoas ficam juntas e vivem felizes para sempre: Eu pedi novamente ajuda pro Pedro porque não tenho músicas sobre finais felizes e ele me recomendou Sparks Fly também da Taylor Swift. A melodia é macia e gostosinha, então acho que dá pra um fim de romance.
13. Musiquinha dos créditos finais: Fazia uns meses que eu não ouvia Ed Sheeran (mesmo até com CD em casa, é, bem estranho) mas The A Team ficaria muito gostosinha no fim de um filme romântico (mais pelo ritmo do que pela letra). É fofinha e eu imagino um recap de várias cenas do filme ou créditos minimalistas com desenhos de ambos e coisas assim, sabe? Acho que seria bem incomum ter uma música não tão impactante no fim.
Eu não tenho muita experiência com filmes românticos porque eu geralmente prefiro terror, então acho que não ficou tão legal. Mas até que dá pra imaginar umas coisinhas bem fofinhas, né?