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04 abril 2020

outras coisas

este blog agora serve como arquivo para as postagens antigas, entre 2018-2020 (porque foi o que eu consegui manter e restaurar, uma vez que os lugares onde eu salvava os posts de 2015 a 2017 foram excluídos/desativados).

devido a várias coisas relacionadas a personalidade, as postagens antigas do blog foram arquivadas como se eu fosse começar do zero - porém não, pra não deixar todo mundo confuso como eu deixei das outras vezes. podem clicar em qualquer uma das tags abaixo para encontrar todas as coisas.

façam bom proveito! clique aqui pra me encontrar

21 fevereiro 2020

alfabeto musical

Queria aproveitar o tempinho livre que tenho (antes de ir dormir) e postar esse desafio que me empolguei fazendo e escolhi as minhas músicas preferidas na verdade, foi difícil escolher uma só pra cada letra mas tudo bem. Quando a Cilis postou eu fiquei super animado pra fazer, mas no fim das contas não pude. Agora a Gabes repostou e eu fiquei suuper feliz porque já tinha esquecido vnsjdskd' 
Acho que ta meio bagunçadinha porque eu perdi um pouco o tato pra fazer playlists, já que não tinha computador e não podia colocar capaz bonitinhas (o que pra mim faz toda diferença), mas tentei deixar do jeito mais agradável que deu e eu amo todas as músicas que estão aí. A maioria delas eu conheci ou no guitar hero (o legends of rock de play 2 que é o melhor), ou quando minha mãe colocava o dvd pirata de músicas dos anos 70/80/90 pra tocar ou quando eu andava de carro com meu pai, porque ele sempre bota na antena 1 e toca elas vksjkds

04 novembro 2018

agora o meu coração é um lixeiro azul vazio escroto

Tenho ouvido bastante rock brasileiro nesses dias e acabei com vontade de gravar um cover dessa música. Não tenho técnica vocal nenhuma e muito menos uma voz bonita, infelizmente. Ainda assim tomei iniciativa pra postar e compartilhar por aqui e me sinto infinitamente corajosa. Espero que gostem :)
p.s.: eu saí do castigo!
p.p.s.: o meu cachorro é o backing vocal da minha banda de uma pessoa só.

20 outubro 2018

tentando fazer música

Eu não sei se tenho criatividade o suficiente pra compor músicas maravilhosas com letras bonitas como as dos artistas que tanto admiro, tampouco a habilidade necessária para reproduzir perfeitamente as músicas que eles fazem. Independentemente disso, eu amo música e sempre sonhei em de alguma forma poder criar meu próprio som. Hoje não sabia muito bem o que fazer com meu violão em mãos — mas sabia que queria fazer alguma coisa — e acabei por "compor" uma curta musiquinha instrumental que julgo bem suave e de certa forma transpôs a calmaria violenta que tem tomado conta de meu coração ultimamente. Não me orgulho imensamente do resultado, mas acredito que compartilhar o mesmo com o mundo já é um grande passo e talvez o maior que já dei. Sou extremamente tímida e não costumo divulgar minha arte pra ninguém. Pode não ser das melhores, mas por favor, cuidem com carinho.

03 setembro 2018

devaneios, memórias e musiquinhas

Boa noite, amiguinhos. Espero que entendam o fato de eu já não considerar necessário entrar em detalhes sobre minha falta de sono (pois a mesma fora tão mencionada que é quase visível); ao invés disso contar-lhes-ei a respeito do quanto tenho aproveitado minhas noites — e, obviamente, meus dias também. Os períodos de leitura que duram praticamente o dia inteiro têm rendido muito, de modo que acredito conseguir acumular pelo menos trinta livros para a postagem de fim de ano (até agora, tenho pelo menos uns vinte livros lidos no decorrer deste ano), o que me faz satisfeita considerando que no ano anterior li apenas um ou dois.

Estou deveras contente pelo fim de agosto, que me foi um mês bem negativo e que, tanto figurativa quanto literalmente, foi frio. Felizmente a primavera está chegando e com ela suas lindas mudanças de temperatura extremas — ontem fez sol e as abelhas zuniam ao redor da minha amiga caneleira, hoje os pingos de chuva caem tão pesada e apressadamente que é difícil de organizar meus próprios pensamentos devido ao barulho dos bonitos.

A partir das três da manhã, minha mente começa a divagar com mais facilidade e acabo imaginando as coisas como elas poderiam ser. É tão triste que na minha cidade não tenha muito espaço para imaginação... É tudo tão feio, pequeno, quadrado. Queria viver em um lugar mais bonito, com árvores maiores e um gramado em que pudesse me deitar. Quando era mais nova, vivia em uma casinha com um pátio enorme e uma majestosa árvore que embelezava-se por inteiro quando chegava o nono mês, exibindo para toda a vizinhança suas lindíssimas flores cor-de-rosa e adornando-se com insetos muito coloridos que contrastavam toda sua magnificência. Sempre fui apaixonada por aquela árvore e o tamanho conveniente de seus galhos, nos quais tinha o prazer de me aninhar e passar longas tardes de primavera. Sinto muito a falta daquela árvore.

Na frente de minha casa tem uma linda caneleira que se enfeita de branco e faz festa com as abelhas assim que a primavera menciona aproximar-se. Cheira extremamente bem, porém receio que nunca será a mesma coisa do que a árvore tão linda que tomou conta de pelo menos um ano de minha infância (o melhor deles, arrisco dizer. O pátio era cheio de coisas incríveis e nunca me faltou espaço para imaginação, sempre havia algo novo para explorar e criar por lá). Logo que me mudei para a casa em que atualmente vivo, tentei subir na árvore para resgatar as memórias. Decepcionei-me de cara: Esta árvore tem muitas aranhas e insetos dos quais tenho no mínimo receio de me aproximar — uma coisa é se aproximar de abelhas, borboletas e formigas; outra coisa completamente diferente é fazer festa com marimbondos e aranhas.

Minha diversão por muito tempo foi brincar com as crianças da vizinhança (e aproveitar para subir nas árvores de suas casas e ampliar meu espaço criativo por lá mesmo). No fim de minha rua, morava uma menininha cuja casa sempre lembrou-me a uma floresta pela quantidade de árvores, a falta de cercado ou portão e os fundos, que acabavam basicamente dentro de um arroio. Creio que até meus dez ou onze anos brinquei muito com o pessoal da minha rua — enquanto eles não se mudavam. Ninguém fica muito tempo por aqui, a não ser eu e a menininha do fim da rua, que a propósito ainda brinca com outras crianças. Naquela época, ainda que minha casa fosse meio tediosa, as viagens de família eram aventuras incríveis e engraçadas, memórias positivas e coloridas que guardo comigo como tesouros.

Certa vez, acabamos indo até a nascente do Rio Sinos na cidade do Caraá (que a propósito, é linda, porém fica extremamente distante e quebramos o carro no meio do caminho). Consigo recordar perfeitamente as pontes, os animaizinhos, o cheiro de ar puro e a água cristalina do rio. Apesar de toda a família comentar o ocorrido como um infortúnio, admito ser consideravelmente apegada àquele dia. Sinto um pouco de falta da época que minha família e eu arriscávamos conhecer lugares diferentes, praias aleatórias, parques bonitos, cidades distantes. Gostaria de reviver minha viagem a Gramado e Nova Petrópolis. Caso tivesse a chance, libertaria sem pestanejar os espíritos livres que foram trancafiados dentro da casca grossa e adulta da personalidade fechada e estressada pela qual meus pais foram consumidos. Hoje em dia nos reduzimos a shoppings e coisas completamente quadradas que me tiram completamente a vontade de sair de casa (sim, como muitos artistas me tornei uma "praga virtual" usando este meio como último escape para o mundo da imaginação).

Há poucos meses, encontrei um lugar onde minha imaginação finalmente pôde ser solta outra vez: Minha nova escola. Não é como se fosse "grande coisa", mas acredito que contato com a grama e uma ou duas árvores sejam mais que suficientes para quem tem as ideias no lugar e consegue deixar o pensamento ir mais além. Reconheci de cabo-a-rabo a porçãozinha de natureza com a qual podia ter contato e por um tempo, eu e meus amigos sempre ficávamos em algum lugar muito incrível no qual não importava para onde eu olhasse, sempre havia algo em que reparar. E quando as coisas acabavam? Mudávamos de lugar. Foi bom enquanto durou, pois logo decidiram encher a escola de restrições, proibir-nos o acesso a determinados lugares que coincidentemente eram meus favoritos, restrição de horários, de turnos, de tudo — o ponto foi tão crítico que agora, nos horários em que estamos liberados da sala-de-aula e que não estamos em intervalo, ficamos restringidos a uma "sala de atendimento". Novamente, estou limitada a uma sala quadrada sem graça completamente pintada de branco na qual não era possível imaginar algo legal nem que eu tivesse ganho o prêmio de pessoa mais imaginativa do ano.

As pessoas parecem já não aceitar muito bem espíritos livres hoje em dia, é como se todo mundo estivesse obrigando-nos a trancafiar nós mesmos dentro de nossas próprias cascas, vivendo eternamente nessa rotina vazia. Entretanto, não acho que eu consiga me adequar a essa regra (e acreditem, eu já tentei muito). Torço para que não me trancafie dentro de mim mesma quando a vida adulta bater à porta, pois sem um pouco de imaginação a vida pode ser um peso morto em nossas costas, ah, como pode! Espero que possa sair dessa cidade e jamais me prender a um lugar outra vez, a menos que esse lugar realmente tenha muito espaço para a manifestação de toda minha criatividade.

  • há tempos que eu estava com muita vontade de fazer uma playlist, aah! essa postagem não tem exatamente um propósito porque eu na realidade apenas acabei ficando muito nostálgica durante seu desenvolvimento e compartilhando aqui um pouco disso. seria super legal caso sentissem-se à vontade em falar sobre memórias de infância e de algo que vocês sintam falta. o lugar onde vocês moram tem espaço para a manifestação de seus artistas interiores?

10 fevereiro 2018

shut up and dance with me

Eu passei uns dias na praia e sinceramente, foi uma das melhores coisas que podia ter feito. Não sou muito fã de praia, mas fazer uma coisa diferente na minha opinião é a forma mais eficiente de espairecer e relaxar, deixar a tensão da cidade pra trás. Voltamos pra casa antes do carnaval porque o carnaval é um saco, e dei uma mudada no blog porque acho que fica melhor de ler assim. Honestamente, eu tinha esquecido que fevereiro é o mês dos namorados no exterior, até porque eu nem ligo pra romance e coisa do tipo. Sei que no japão eles oferecem chocolate pra quem gostam, então se alguém quiser me dar um chocolate, só vem brincadeira, obviamente. Mas o motivo pra citar o dia dos namorados tão aleatoriamente é que o tema do Together, um projeto que propõe temas pra postagem, é uma playlist de dia dos namorados. Eu amo playlists temáticas porque me dão a impressão de que estou escrevendo um filme ou sei lá.

1. Primeiramente, qual é o nome do filme? Eu escolhi uma música que não deixa na cara que o filme é romântico, o que indica que pode ser bem mais que isso. Até que gostei da música, We Are Young é uma música gostosinha e bem neutra até, e como não tenho muita música romântica, pode ser essa mesmo.
2. Créditos iniciais do filme: Eu quero botar Secrets de One Republic porque além de ser minha banda preferida, essa música é muito gostosinha e até que bem romântica, fora que é a cara de um fundo pra créditos iniciais (imagino o protagonista caminhando pelas ruas da cidade em um dia de neve, daí foca no outro protagonista esfregando as mãos dentro de casa em frente a uma lareira... é, muito a cara disso).
3. O casal principal se encontra pela primeira vez: Okay, realmente não tem nada romântico a esse nível na minha playlist, então eu tive que catar com o Pedro um pop aleatório aqui, ele indicou Enchanted e acho que nunca ouvi, mas é muito fofinha então vou deixar aqui essa mesmo.

4. Começa a rivalidade entre o casal: Eu não tenho nada sobre brigas de casal (?), mas eu imagino que seja aquele tipo de rivalidade básica que eu particularmente não gosto, então vou colocar aqui uma música aleatória sobre discussão. Vamos supor que é aquele tipo de romance chato e clichê entre a pessoa metida a estudiosa que não gosta de pessoas como a outra pessoa que são mais animadas e aí essa pessoa animada fica insistindo nela e às vezes ela é legal mas outras vezes ela é um saco... Aquele tipo de problema chato que eu não gosto. Mardy Bum meio que se encaixa perfeitamente nesse tipo de coisa, então pode ser essa mesmo.

5. Protagonista conversa com um amigo ou amiga e fica pensativx: Love At First Sight é tão bonitinha pra momentos como esse, eu pensei em colocar ela na próxima parte da narrativa mas essa realmente parece mais com um devaneio do que com uma afirmativa, e The Brobecks tem um espacinho especial no meu coração então vou deixar aqui mesmo ♡

6. Protagonista percebe estar apaixonadx: I Won't Say I'm In Love, esse momento disney é meu. Supondo que x protagonista da história é a pessoa de Mardy Bum, elx certamente é a criatura que se faz de difícil, então a Meg do Hércules insistindo que não está apaixonada meio que se encaixa direitinho na minha cabeça slkdjsdfjsl'

7. O primeiro encontro oficial do casal:
Essa música é ideal pra um encontro, imaginei os dois se encontrando e fazendo um monte de coisas divertidas em um encontro que duraria dois dias, daí tudo termina com aquele clima meio estranho de quem não sabe mais como reagir, porque a coisa é 100% recíproca mas seres humanos sempre estragam tudo.

8. E então a primeira briga:
Eu imaginei que depois daquele encontro maravilhoso uma das pessoas fica meio confusa com tudo que aconteceu e acaba ignorando a outra, então essa pessoa meio que começa a desconfiar e elxs acabam nem se falando mais. Não é uma briga, é mais um afastamento de ambas as partes e um clima estranho demais para que qualquer dos lados se aproxime. Say My Name/Cry Me a River é uma boa música pra esse tipo de intriga.

9. O momento bad vibes dx protagonista:
Cosmic love é aquele tipo de música tristinha, mas eu imagino que ela seja por parte da outra pessoa (não dx nossx Mardy Bum, da pessoa mais animada) que por ser ignorada acabou se sentindo péssima e teve seu coração partido, esse tipo de coisa. Eu fiquei em dúvida entre essa e Skinny Love do Bon Iver, porque ambas são tristinhas e nada melhor que um folk tristinho em um momento sad vibes.

10. Mocinhx percebe que não pode perder x protagonista: No caso é o contrário, Mardy Bum depois de muito refletir seus sentimentos que lhe confundem tanto acaba por perceber que está apaixonada e simplesmente não pode perder a pessoa, então a música que elegi foi Scary Love, porque na verdade a pessoa apenas estava confusa por nunca ter recebido tanto afeto e nunca ter precisado tanto de alguém (o que se você misturar a uns problemas de insegurança e problemas de família, acaba dando uma trama bem legal).

11. E vai atrás delx! Caramba, Cigarrette Daydreams é a única música que eu consigo imaginar em uma cena como essa. IMAGINA COMIGO: Mardy Bum corre pela chuva ao som de Cigarrette Daydreams em busca dx parceirx animadx que sumiu há um mês ou dois e encontra essa pessoa no mesmo lugar em que tiveram seu primeiro encontro, para na janela do lugar ensopadx e os dois trocam olhares. A partir dali, tudo está resolvido e ambos vão embora na chuva, de mãos dadas. 666/10 simplesmente. ps.: lembram do nome do filme? essa cena também condiz muito com o clipe e com a letra daquela música

12. As duas pessoas ficam juntas e vivem felizes para sempre: Eu pedi novamente ajuda pro Pedro porque não tenho músicas sobre finais felizes e ele me recomendou Sparks Fly também da Taylor Swift. A melodia é macia e gostosinha, então acho que dá pra um fim de romance.

13. Musiquinha dos créditos finais: Fazia uns meses que eu não ouvia Ed Sheeran (mesmo até com CD em casa, é, bem estranho) mas The A Team ficaria muito gostosinha no fim de um filme romântico (mais pelo ritmo do que pela letra). É fofinha e eu imagino um recap de várias cenas do filme ou créditos minimalistas com desenhos de ambos e coisas assim, sabe? Acho que seria bem incomum ter uma música não tão impactante no fim.

Eu não tenho muita experiência com filmes românticos porque eu geralmente prefiro terror, então acho que não ficou tão legal. Mas até que dá pra imaginar umas coisinhas bem fofinhas, né?