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04 abril 2020

outras coisas

este blog agora serve como arquivo para as postagens antigas, entre 2018-2020 (porque foi o que eu consegui manter e restaurar, uma vez que os lugares onde eu salvava os posts de 2015 a 2017 foram excluídos/desativados).

devido a várias coisas relacionadas a personalidade, as postagens antigas do blog foram arquivadas como se eu fosse começar do zero - porém não, pra não deixar todo mundo confuso como eu deixei das outras vezes. podem clicar em qualquer uma das tags abaixo para encontrar todas as coisas.

façam bom proveito! clique aqui pra me encontrar

31 março 2020

âmago

às vezes parece
que se eu gostasse de mim
do jeito que a gente se gosta
eu não teria mais problemas

e se eu entendesse como funciono
da mesma maneira que te sinto e compreendo
talvez eu não me prendesse
a esses fúteis, inúteis dilemas 

dicotomias estranhas 
mas que Perfuram
Trituram
Destroem
Garfeiam
Putrefam
minhas entranhas.

06 setembro 2018

eu agradeço

Caros amigos,
foi ao descuido de vocês
que de pouco em pouco
eu fui aprendendo a cuidar
de mim mesma.
(para todos que foram embora)

14 agosto 2018

para transbordar

Não te limita a regras
Não deixa que escolham tua hora de parar
Não te permite ser oprimida por tua própria timidez
Não dá às vozes na tua cabeça a opção de disputar o controle
Não te deixa ficar presa às beiradas do recipiente em que te colocaram, porque sabemos
Não é só isso
Não pode ser só isso
Transborda
Em cores
Em sabores
Em valores
Transborda
E nunca te limita
A uma caixa 
Quadrada
Selada
No fundo do quintal.

08 agosto 2018

o título saiu correndo (não é um poema de amor)

Eu sinto falta.
Falta de coisas que eu nunca vivi, falta daquilo que eu sequer sei se conheci
Falta do que uma vez idealizei que acontecia e que, de fato, nunca senti
Falta de escrever poema de churrascaria tentando conquistar teu coração
(Na verdade, eu queria conquistar o meu)

Eu queria poder pensar assim de novo.
Pensar que um dia eu realmente senti
Tão forte, estonteante, desconcertante paixão
Que um dia, de fato, tu me teve na tua mão
(A realidade é que nem eu me tinha)

Me desculpa, acho que menti pra ti.
Todos os versos, as músicas, a emoção
Eu não sei o que foi aquilo; de fato, acho que de certa forma te amei
Mas não sei se entendi direito
(Acho que não nos comunicamos bem)

E eu ainda assim sinto um pouco de falta.
Falta de incertezas que sei que jamais voltarão
De não prestar atenção nos minutos que se vão
Das águas passadas, que distantes agora eu sei que estão
(Ninguém se banha no mesmo rio duas vezes).

13 março 2018

três vezes sem juros

Talvez se eu juntar uns trocados
Economizar a mesada
Pedir uma grana emprestada
Eu consiga comprar teu sorriso no final do mês.

Ouvi dizer que tua companhia tá em oferta
E que se teus gostos baterem com os meus,
Ganhamos um desconto bacana
Na compra de uma troca de olhares, levamos um clima que talvez fique legal.

Não acho que possa comprar teu coração
Por três vezes sem juros, em crediário ou com o troco que juntei
Mas será que eu ganho atenção
Se te convidar pra dividir o refri da promoção?
Eu nem faço ideia do motivo pelo qual postei isso, é um trabalho da escola em que o propósito é transformar um texto não literário em literário (eu peguei um panfleto de mercado e transformei em poema). Foi o primeiro poema que escrevi e achei legalzinho, então meio que tive que deixar registrado.