
Eu odeio rótulos.
Eu não sei se eu já escrevi sobre isso mas eu odeio rótulos, de verdade. Odeio essa coisa de se prender a uma determinada coisa porque alguém decidiu que X coisa é pra X tipo de pessoa e Y pra Y pessoas.
Mas acho que, acima de qualquer motivo pra eu odiar rótulos, eu os odeio porque eu fico obcecada com eles.
Eu sou uma daquelas pessoas chatas, insuportáveis, que ficam criando esteriótipos das pessoas na cabeça e colocando elas em caixinhas, tentando decifrá-las da maneira mais lógica e binária que for possível. E isso acontece muito comigo mesma também.
Aí eu fico perdida com relação a quem eu sou: é estranho pra mim que uma pessoa possa ser artística, racional, sentimental, gostar de rock, cultivar plantas, preferir a noite ao dia, entender de informática mas querer cursar biologia ou psicologia. É estranho em comparação aos rótulos que eu coloco nos outros (meu namorado é a pessoa sentimental, meu melhor amigo é o piadista, minha amiga é aquelas meninas meio Britney Spears e o namorado dela o gamer que gosta de esportes). Eu não me encaixo em um único rótulo, eu tenho hobbies diversos, pensamentos diversos, uma personalidade profunda e complexa que depende de muitos fatores.
Mas, parando pra pensar, todo mundo é tão complexo quanto eu.
Se eu não ficasse colocando rótulos em meus amigos, saberia que meu namorado sabe muito bem ser frio e fechado quando quer, e que meu melhor amigo nem sempre tá com vontade de fazer piada. Minha amiga não é só meio Britney, é estudiosa e inteligente; o namorado dela faz coisas que não envolvam games ou esportes. Pessoas são pessoas, não papéis.
Por isso, de uma vez por todas: Ei, eu. Pare de separar tudo em caixinhas.
